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Saturday, January 08, 2005
isto é o fim. acabou.
fartei-me de lutar, fartei-me de tentar passar para papel e falahar redondamente. perdi toda a fé que tinha.
never say a word again, i'll crawl away for good...
fuck you! fuck you! fuck you! fuck you! fuck you! fuck you! fuck you! fuck you!
por razões pessoais este blog está encerrado.
Posted at 12:45 pm by tristeza
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Friday, January 07, 2005
(what used to be inside me was love, but now there's nothing, nothing but this pain in my chest.)
Posted at 05:39 pm by tristeza
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Tuesday, December 14, 2004
i know i'm unloveable, you don't need to tell me.
Posted at 06:38 am by tristeza
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Monday, December 13, 2004
merda!
isto não era suposto acontecer outra vez. mas sabes que tu não te consegues controlar, sabes que ninguém pode controlar essas coisas. merda! eu não preciso disto outra vez, sabes que eu não aguento o mesmo duas vezes... se é isso que vai acontecer, por favor alguém me dê um aviso para eu dar um tiro na cabeça antes de chegar lá outra vez. foda-se! já não vale apena fazer nada, já nem sei se o que estou a fazer é deixar-me ir ou não, mas de qualquer maneira não vale apena lutar, sabes disso muito bem, já tens provas suficientes para saberes que não prestas e que muito menos podes servir de competição a alguém. tu não prestas! por mais especial que digam que és, sabes que não é suficiente, não foi o suficiente e agora também não vai ser o suficente. tu sabes que nunca és suficiente, eu sei que nunca sou suficiente! mas tu és assim, eu sou assim. só fico bem quando acordar com outro corpo, outra mente e outra alma, até lá tenho de continuar a viver isto. ontem acordei a chorar.
(acho que estou a apaixonar-me.)
/me on nirvana
Posted at 03:21 am by tristeza
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Thursday, December 09, 2004
Saí de casa, com uma camisola de lã e o meu casaco de lã azul. Merda! a aula já começou, vou ter outra falta... mas também, eu não me preocupo com isso. Não me interessa. Penso se vou apanhar o autocarro ou se vou a pé, penso se fumo um cigarro ou se guardo mais um no maço que está na minha mochila, o autocarro passa, já o perdi, não faz mal, já estou atrasado e gosto deste caminho, não sei porquê mas gosto... Abro a mochila, abro o maço de cigarros e tiro um cigarro, mas ao tirá-lo ele parte-se- Merda!- hoje tou com azar... não interessa, também isto não interessa, parto o cigarro em dois e ponho a parte, supostamente, inicial presa ao filtro e acendo- Ainda bem, dá para fumar...- continuo o andar, viro para as arcadas onde tanto gosto de andar quando estou contente e continuo a andar, um bocado desligado do mundo e a pensar no cigarro que estou a fumar. Continuo sempre a andar em frente até que oiço uma flauta, e de repente passa por mim um velho a tocar flauta. Bonito, parece que faço parte dum filme... continuo a andar e acabo o cigarro.
Hoje sinto-me capaz de dar um sorriso, não por estar contente ou feliz, nada disso, apenas porque ontem senti, embora pouco, muito pouco, mas o suficiente. Foi bom, foi bom voltar a sentir alguma coisa dentro de mim, foi bom saber que estou vivo. Ontem senti através de pessoas, senti através do verde, da praia, da música, das falésias, dos arbustos, árvores, pássaros, ontem senti-me capaz de sentir através do maravilhoso concerto das ondas que se ouvia de cima duma falésia, enquanto o sol se escondia por detrás de uma grande rocha na forma de um navio afundado. Foi bom, precisava da natureza para me relembrar da minha natureza, do meu mundo que era verde e que agora está tão perto de desaparecer. Ajudou-me a ter uma pena de esperança, só para saber que talvez ainda possa acordar, talvez ainda possa respirar livremente para o mundo que me criou e conseguir ser eu de novo. Andar entre a florestação enquanto o sol vai descendo, mas como ainda está alto deixa entrar raios de sol que enchem o meu coração de vida, vida temporária, mas ainda assim vida.
Deitar-me na areia enquanto fumo um cigarro e olho para o sol, sentar-me à beira de uma falésia a ouvir o mar e ver o sol a descer, andar e andar, respirar e especialmente... rir.
Continuo a andar, agora já sem cigarro na mão, vou pelo descampado que tanto gosto, nunca percebi porquê, mas sinto-me em harmonia com ele. Saí do descampado, desci a rua e entrei na escola, só para mais uma tarde lá passada, só para mais uma aulas... mas isso não interessa, isso também não interessa, não interessa porque naquele momento só me interessava os sorrisos que hoje sou capaz de dar, por ter voltado a sentir ontem.
(obrigado Rosa*)
/me on pluto- algo teu (hoje vou vê-los :D)
Posted at 10:59 am by tristeza
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Tuesday, December 07, 2004
só mais uma volta numa manhã de outono.
só mais uma pinga chuva na minha cabeça.
só o cabelo um bocado mais molhado.
só mais um texto.
só mais um dia, um dia triste.
só mais um momento de solidão, por mais pequeno que seja.
só mais um desabafo por desabafar.
só mais uma vez a tentar escrever e não conseguir.
só mais uma vez seco de palavras.
só mais uma vez sem sentimentos.
só mais uma vez a ouvir explosions in the sky.
só mais uma vez triste.
só mais uma vez caí de novo para o chão sem antes me ter levantado.
só mais um dia de coma.
só mais um dia à espera do primeiro suspiro.
só mais um dia a desejar ter algo mais.
só mais um dia comigo.
só mais um dia a aturar-me.
só mais um dia.
e depois outro.
e nunca vai parar...
morram sentimentos de merda!!!
Posted at 11:53 am by tristeza
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um caminho feito de pedras frias com terra e pequenas ervas entre elas, folhas de outono caidas no chão, folhas de outono pisadas e esmagadas pelos passos que dás todos os dias. todos os dias passas por esse caminho amando cada segundo que passas nele, porque este caminho é especial e diferente, este caminho é decorado com poesia. todos os dias escrevo poemas nas folhas de outono caídas no chão, com a esperança que um dia as leias. quando passas por mim reparas que eu estou lá? quando me abraças sentes o mesmo que eu? eu acho que não. não reparas. não sentes.
olha para mim e diz-me que eu sou, preciso de saber para me encontrar nestes pequenos espaços de tempo, preciso de me encontrar. sabes porque gostas tanto desse caminho? gostas por causa da poesia que soa no ar, gostar porque aprecias a música poética que as folhas tocam quando as pisas, gostas porque eu escrevo poesia nesse caminho, e tu não sabes. escrevo poesia nesse caminho porque sei que és a única pessoa que gosta dele, és a única pessoa que ama cada segundo que lá passa, mesmo que sejam os poucos segundos que lá estás todos os dias a olhar para cima na esperança de veres um anjo, um anjo que abra as assas e te leve para longe do mundo. mas nao sabes que esse anjo sou eu e nem queres saber, porque gostas mais de ter esperança do que viver o que sonhas.
o que sonhas torna-te única, e é por isso que não queres que os teus sonhos se tornem realidade, mas o anjo continua lá, mesmo que não tenha asas, a poesia escrita nas folhas continua à espera que um dia a leias e a sintas, a poesia das folhas só pode ser lida por ti, porque tu és a poesia das folhas. e nem queres saber.
reparaste em mim com um cigarro na boca sentado ao lado duma árvore amarela, a olhar para o céu na esperança de ter asas? sentiste o mesmo que eu quando me deste um abraço? eu acho que não, eu sei que não. e tu nem queres saber, nunca quiseste.
fartei-me. cansei-me.
/me on gy!be- symbol, symbol, some kind of squiggle.
Posted at 07:14 am by tristeza
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Monday, December 06, 2004
insanidade de alma, pensamentos e sentimentos.
estou senil. sinto-me senil, mais do que nunca, estou a perder a minha sanidade aos poucos e poucos, ela vai desaparecendo numa lentidão rápida... tornei-me numa pessoa diferente, já não sou o pseudo- poeta que era (ou não...), agora sou mais um louco. se calhar o que eu pensava acabou por acontecer, uma parte de mim desapareceu, morreu. já não sei se quero estar sozinho ou se quero ver algumas pessoas, já não sei se me sinto bem em determindadas situações e não sei se estou a fazer alguma coisa para resolver os problemas sentimentais que tenho. estou farto de mim, estou farto da minha estúpidez. não quero saber a verdade, não quero saber se alguma vez existiu verdade, não me interessa viver em sonhos e muito menos me interessa viver na realidade. já não me interessa viver. estranhamente não tenho nada que me motive a acordar todos os dias, apenas me levanto porque me levanto, porque é assim que tem de ser, já não tenho razões, aspirações, inspirações, estou vazio, tornei-me em nada. perdi as minhas razões, as minhas teorias, os meus pensamentos, os meus sentimentos, os meus momentos a só comigo mesmo estão a tornar-se diferentes e eu não sei se quero mudar. mas estou a mudar, se antes era uma pessoa desinteressante agora sinto-me ainda mais. estou perdido e não sei o que fazer. não dou ouvidos ao que as pessoas me dizem sobre mim porque não acho possível o que elas dizem e porque não tenho provas que me deixem acreditar nisso, mas tenho demasiadas provas que me dizem o contrário.
custa viver aqui dentro, custa imenso prender-me da maneira que faço, mas também não sou capaz de me soltar, estou a fritar, vou acabar por explodir e o que tenho, ou tinha, preso nos olhos nunca vai sair pelo vidro que os meus olhos são. digo tinha porque agora já nem sei se isso tenho, tenho medo que tenha morrido, tenho medo que isso, a única coisa que me fazia sentir-me diferente e talvez especial, também tenha morrido. se isso aconteceu, o rodrigo que nasceu para talvez mudar o mundo morreu antes de o poder fazer. em vez de sair de coma, apenas entrei num estado mais profundo...
Posted at 12:20 pm by tristeza
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Sunday, December 05, 2004
estive a ler coisas antigas... e encontrei isto, que foi escrito muito antes de criar este blog:
tão desesperante... a lágrima a escorrer pela cara, marcada com os sonhos e pensamentos de esperança que parecem cada vez mais longe com o constante aumento do silêncio que engole palavras e rouba vidas. enquanto a boca se encolhe como se tentasse mostrar sofrimento, o corpo deita-se e tenta abraçar-se a si próprio para sentir alguma calor que consiga afastar toda aquela solidão que vai manchando cada parede e vidro do quarto. a esperança de um dia ser alguém mais forte derrubada pelos constantes golpes silenciosos de morte que vão invadindo o corpo sangrado de dor.
tudo em volta desaparece, tudo foge e tudo morre porque o rio de lagrimas vai subindo por um corpo de quem um dia já foi capaz de sonhar e sentir. longe estão os dias em que o nervosismo subia a espinha e borboletas voavam no estômago. agora só resta aquele enorme vazio de quem tenta esquecer e morre por isso. dias feios, mentes horríveis que olham para todo aquele espectáculo horrível de dor e solidão tão grandes que corrompem todo o silêncio sem falar. por um último momento de vida foi possível ver a imagem que durante tanto tempo deu toda a força para levantar e respirar, mas este é o último momento e já nada se pode salvar, a morte interior chegou.
com a mesma dor que entra sai, sai porque deixa o suplicante corpo pedindo morte viver para a mente quase morta sofrer mais do que devia, mais do que pode, mais do vive. aqui está a famosa salvação que se tornou na eterna condenação de uma eternidade possível de dor e lágrimas escorrendo por uma cara pálida de não ver ou sentir raios de luz. a famosa salvação que todos aclamavam com tanta certeza de felicidade acabou com uma mísera vida que vive sem viver, que vai morrer sem ter vivido. lágrimas enroladas em gotas de sangue mancham o lençol que se encontra debaixo de um corpo débil e solitário. cicatrizes de esperança cobrem todo o corpo que sem expressão olha para o tecto como se este olhasse o céu que mostra a eternidade do universo, mas em vez disso ele vê a eternidade do seu próprio sofrimento e da sua solidão que já se encontram presentes numa noite sem lua, num dia sem luz.
todo aquele desespero desesperante num momento de tristeza profunda e lágrimas ensanguentadas representou o fim de uma luta e o inicio de uma lenta e dolorosa morte, morte que segue uma vida sem sentido, morte que vem depois de uma encolhida súplica de oportunidade e felicidade, súplica marcada pelos constantes gritos de dor causados pelo sofrimento e lágrimas que cobrem aquele corpo negro de dor, um negro pálido, um negro que não é possível ver, apenas sentir, apenas sofrer por morrer tão profundamente e ficar vivo para sofrer outra vez.
uma morte de sentimentos que um dia saltaram, uma morte de esperança que um dia voou, uma morte de uma vida que merecia muito mais, uma vida que apenas conheceu a solidão de uma eternidade imaginável. um momento encolhido, uma súplica gritada, uma lágrima vertida, uma gota de sangue caída de lábios tão bonitos que nunca sentiram o calor do amor, de lábios de onde agora escorre morte putrefacta. isto é a história de um sofrimento sofrido, de uma esperança para sempre perdida nas profundezas de uma mente perturbada por ter morrido antes do corpo, por ter de esquecer o que a faz viver fazendo-a morrer. a história de lágrimas vertidas em forma de gotas de sangue, enroladas em morte avermelhada. a história de uma súplica que foi negada. a história de uma vida morta, uma vida a que foi negado todo o tipo de companhia, amor e felicidade.
escrito ao som de godspeed you! black emperor- hung over
Posted at 01:13 pm by tristeza
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esquece o que eles dizem sobre um grande amor.
esquece, não existe. esquece, mesmo que exista não o podes ter. esquece, não o mereçes. é apenas o que sonhaste, é apenas o que quiseste. esquece. não passa de mais uma triste manhã de inverno, não passa de mais um triste dia, não passas de mais uma triste pessoa. esquece. equece-te, nem mereçes que tu penses em ti mesmo, nem isso vales.
"eu cá vou andando, não me doí demasiado, só dava o que tenho para ter alguém do meu lado", não tem nada haver com o que quero dizer (ou talvez não), não sei de quem é a frase, só sei que gosto dela.
estou triste, outra vez, mais uma vez... já parece uma rotina não é? mas ás vezes o que parece não é... porque isto não é uma rotina...
já estão a gritar para eu ir para a mesa, odeio isto... acho que hoje odeio tudo, ainda por cima tenho de estudar história...
a sra. tristeza decidiu passar o dia de hoje comigo e o Tate não está cá para me animar...
(desculpem a falta de comentários nos vossos blogs...)
/me on dead things.
Posted at 07:04 am by tristeza
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TRISTEZAeu: nirvana, the doors, sigur rós, ...and you will know us by the trail of dead, pixies, ornatos violeta, toranja, pearl jam, kings of leon, white stripes, belle & sebastian, franz ferdinand, velvet underground, explosions in the sky, godspeed you! black emperor, placebo, the libertines, muse, crass, mudhoney, alice in chains, björk, radiohead, elephant, kill bill, amelie, godbye lenin, equilibrium, apocalipse now, dancer in the dark, ken park, memento, 28 dias depois, may, jrr tolkien, filho de thor, mundo fantastico, marvel, kurt cobain, jim morrison, courtney love, jenifer connely, kim deal, black francis... não! blogs: louka de plantãomy lost wordsC.just angelnastasyalost soullonely gigolosad butterflyperdido em: mim ao som de: radiohead, ornatos violeta e muse
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